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Cores

Atualmente existem 5 substâncias diferentes que podem ser usadas para formar a camada de gravação dos CDRs. Todas estas substâncias são orgânicas, um tipo de plástico ou combustível, e justamente por isso podem ser queimadas pelo laser do gravador. Cada uma estas substâncias foi desenvolvida por uma companhia diferente, que detêm sua patente. Por serem diferentes, cada substância tem uma cor predominante:

Substância

Desenvolvido por:

Cor Predominante

Cyanine

Taiyo Yudem

Azul

Phthalocyanine

Mitsui Chemicals

Transparente

Metallized Azo

Verbatim/Mitsubishi

Azul

Advanced Phthalocyanine
(tipo 5)

Mitsui Chemicals

Verde claro

Formazan

Kodak

Verde claro

Como a camada de gravação é semi-transparente, a cor do CD gravável é formada por uma combinação da cor da camada reflexiva (que pode ser dourada ou prateada) com a cor da camada de gravação (azul, verde ou transparente):

Cor da mídia

camada de gravação

camada reflexiva

Dourado

Phthalocyanine

dourada (ouro)

Verde Claro
(fabricadas pela Mitsui)

Advanced phthalocyanine

prateada

Verde

Cyanine

dourada (ouro)

Azul

Cyanine

prateada

Azul escuro

Metallized Azo

prateada

Verde claro (de outros fabricantes)

Formazan

prateada

Dourado esverdeado

Formazan

dourada (ouro)

*Durante um certo tempo foram produzidas algumas mídias alaranjadas, estas mídias usavam cyanine misturado com um tipo de corante e camada reflexiva prateada. Além da cor, as substâncias diferem nos quesitos durabilidade e refração da luz. A Phthalocyanine é dentre todas considerada a de melhor qualidade.

Como ela é quase transparente, os CDRs feitos com ela possuem uma refração de luz quase equivalente à dos CDs prensados, sendo compatíveis com todos os leitores de CD-ROM. A Phthalocyanine também tem uma durabilidade maior, cerca de 100 anos segundo o fabricante. Isto claro, não significa que os CDs feitos com ela durarão todos este tempo, pois temos também a durabilidade da camada reflexiva e condições de armazenagem e conservação. Apenas os CDs dourados usam Phthalocyanine.

Recentemente a Mitsui criou um tipo mais sofisticado de Phthalocyanine chamado de Advanced Phthalocyanine ou de Phthalocyanine tipo 5. Esta nova substância possui uma refração de luz semelhante à da phthalocyanine comum, mas é bem mais durável, chegando perto dos 200 anos. Sua cor também é um pouco diferente, ao invés de transparente ela é verde claro. Esta substância é atualmente usada apenas em mídias verde claro.

A Cyanine foi a primeira substância usada em CDRs, mas possui algumas desvantagens em comparação à phthalocyanine. Sua durabilidade é estimada em 50 anos, e sua cor azulada causa uma diminuição na refração de luz, tornando as mídias incompatíveis com alguns leitores mais antigos e aumentando o número de erros de leitura em outros. Enquanto as mídias douradas feitas de phthalocyanine possuem cerca de 85% da refração de luz dos CDs prensados, as mídias verdes e azuis feitas de cyanine refletem apenas 70% da luz.

Existem dois tipos de cyanine: o que descrevi acima é a formula mais nova, usada atualmente. A cyanine usada até cerca de 2 anos atrás possuía uma fórmula ligeiramente diferente, o que a tornava menos durável. Enquanto a cyanine atual chega a durar mais de 50 anos, a fórmula antiga tinha uma durabilidade estimada em apenas 10 anos.

A Metallized Azo por sua vez é uma substância desenvolvida recentemente. Sua refração de luz é semelhante à da cyanine (apesar de sua coloração ser mais escura), mas sua durabilidade é maior, sendo estimada em 90 anos segundo os fabricantes. Esta substância é usada apenas em mídias de coloração azul, que podem ser distinguidas das azuis feitas de cyanine pela tonalidade mais escura.

Finalmente temos o Formazan, também desenvolvido recentemente. O Formazan combina algumas das características da cyanine e phthalocyanine, possuindo uma durabilidade estimada em cerca de 50 anos e uma refração de luz pouco inferior à da phthalocyanine.

Audio x Dados

Usando um gravador de CD, você pode tanto gravar CDs de dados, quanto CDs de áudio, que poderá tocar em qualquer CD Player.
Existem porém algumas diferenças na leitura de um CD de música quando por um CD-Player ou Diskman.

A velocidade padrão de leitura de um CD de música é apenas 1x, um CD-Player lê os CDs a esta mesma velocidade, e vai tocando a música conforme a lê no CD. Se houver um erro na leitura de algum setor do CD, ele não tentará uma segunda leitura (ate por que não haveria tempo para isso) ele simplesmente ignorará o dado que não pôde ser lido e usará interpolação para encobrir o "buraco".

Muitas vezes o remendo feito usando interpolação não é nem percebido, mas outras aparece na forma de um estalo, ruído, distorção no som ou algo parecido. Quanto mais erros de leitura, pior será a qualidade do som. Para gravar CDs de música as mídias douradas (de phthalocyanine) e verde-claro (de advanced phthalocyanine) são melhores, pois elas apresentam uma refração de luz maior do que as verdes e azuis.

Com uma refração de luz maior, fica mais "fácil" para o leitor distinguir entre os 1s e 0s gravados, pois o sinal é mais forte, e consequentemente temos menos erros de leitura. As mídias douradas e verde claro também apresentam incompatibilidade com um número bem menor de leitores, justamente por causa da maior refração de luz.

Durabilidade

Um ponto positivo é a maior vida útil das mídias de phthalocyanine , que com conservação adequada é estimada chega a ser de 200 anos, contra apenas 50 das mídias verdes e azuis. Claro que isso depende também da qualidade da mídia: apenas as de ótima qualidade atingem estas marcas, mídias mais baratas chegam ao cúmulo de não durarem mais que dois ou três meses depois de gravadas, começando a apresentar bolhas na camada superior ou outros problemas que inutilizam o CD gravado.

Existem mídias à venda por preços realmente tentadores, já ví algumas marcas à venda por até 60 centavos de dólar, menos de um terço do preço de uma mídia de boa qualidade. Mas, não adianta comprar este tipo de mídia, pois além de perder muitos CDs você enfrentará problemas de compatibilidade, corrupção de dados e durabilidade, ou seja, só terá dor de cabeça.

Se você ainda acha que todos os CDs duram "por toda a vida" veja a ilustração ao lado. A camada reflexiva deste CD oxidou quase que completamente, tornando o CD quase transparente. A própria camada de gravação de deteriorou, formando várias bolhas, que acabaram virando buracos. Este tipo de deterioração pode acontecer tanto com CDs de qualidade muito baixa quanto com CDs de boa qualidade, porém conservados inadequadamente.

Como disse, boas mídias conservadas adequadamente em lugares com temperaturas médias, sem muita umidade e principalmente sem serem expostas diretamente à luz solar podem durar até 200 anos, mas, se você usar mídias de 1 real ou não tomar cuidado com seus CDs, eles podem te deixar na mão depois de pouco tempo.

Um dos principais determinantes da durabilidade do CD é justamente a camada protetora sobre a camada reflexiva. Alguns fabricantes aplicam apenas uma fina camada de verniz sobre ela, estes CDs apresentam uma face superior mais brilhante e um aspecto frágil. Este tipo de CD é o mais sensível, tanto a arranhões, quanto a luz solar.

Outros CDs, geralmente os de boas marcas possuem sobre esta camada de verniz, uma nova camada protetora, destinada a protege-la e facilitar a impressão do CD. Em alguns casos, como nos CDs com tecnologia "Infoguard", são usadas várias camadas protetoras. Quanto maior for a proteção sobre a camada reflexiva, mais resistente será o CD.

A minha experiência prática com gravação de CDs é que independentemente da cor, mídias de boas marcas (veja a seguir), dificilmente apresentam qualquer problema, enquanto mídias sem marca, mais baratas, costumam dar dor de cabeça também independentemente da cor. Em se tratando de mídias graváveis, infelizmente quase sempre a mais cara é melhor.

Reconhecendo mídias

Num CD gravável temos uma pequena área pré-gravada chamada ATIP que armazena várias informações sobre a mídia e sobre o fabricante. Através destes dados é possível descobrir a marca do CD com praticamente nenhuma margem de erro.

Existem alguns programas especializados nesta tarefa. Na minha opinião, o melhor atualmente é o CDR-Identifier, um programa freeware.

Clique aqui para baixa-lo (100 KB)

Claro que o programa não é perfeito, é incompatível com alguns modelos de gravadores e não é capaz de reconhecer alguns poucos modelos de mídias, porém na grande maioria dos casos ele faz um ótimo trabalho. Com ele é possível descobrir as marcas tanto de mídias virgens como de CDRs já gravados. Ao baixar ao programa não deixe de dar uma olhada no Read-me para checar quais são os gravadores incompatíveis.

Parte 4: CDs Regraváveis, Cds de 80 Minutos e Oversize

CDs Regraváveis

O gravadores de CD são muito práticos para fazer backups de grandes quantidades de dados, transportar arquivos ou programas, e duplicar CDs de áudio ou dados, tarefas para as quais eles apresentam um excelente custo-beneficio, considerando-se o baixo custo das mídias virgens.
Os CDs graváveis porém, trazem a desvantagem de não permitirem regravação.

Se você gravar um CD hoje, e amanhã precisar alterar um único arquivo das centenas que foram gravados, terá que gravar outro disco, não sendo possível alterar somente o arquivo que foi alterado, como fazemos em disquetes ou com o disco rígido. Para solucionar este inconveniente, surgiram os CDs regraváveis, que podem ter seu conteúdo alterado livremente, praticamente com a mesma facilidade que temos com mídias magnéticas como Zips e disquetes.

A mágica é permitida pela substância usada na composição da camada de gravação dos CDs regraváveis. Enquanto em um CD gravável a camada de gravação é queimada pelo laser, tornando-se inalterável após a gravação, a mídia regravável pode ser alterada entre o estado cristalino e o opaco através de laseres de intensidades diferentes.

Esta técnica é bem interessante, pois com o laser, o material é fundido, mas de acordo com a temperatura de fusão, ele assume características diferentes ao esfriar. Um temperatura mais alta torna o material opaco, enquanto um laser um pouco mais fraco o faz voltar ao estado original.

Segundo os fabricantes, este tipo de mídia pode ser reescrita mais de 1.000 vezes antes de começar a apresentar qualquer problema, mas novamente isto depende da qualidade: algumas mídias começam a apresentar erros depois de poucas regravações.

A princípio, qualquer software de gravação de CDs atual será capaz de trabalhar normalmente com CDs regraváveis. Alguns são tão amigáveis, que permitem gravar arquivos no CR-RW simplesmente arrastando-os dentro do Windows Explorer para o ícone do drive, exatamente como faríamos para gravar arquivos em um disquete.

O maior problema com os CDs regraváveis, porém, é a compatibilidade. Um CD-R reflete mais de 70% da luz que é refletida por um CD prensado, e por isso pode ser lido por praticamente qualquer drive sem muita dificuldade.

No caso de um CD-RW, a refração é bem menor, cerca de apenas 20%.Para ler estas mídias o leitor precisa ser equipado com um circuito especial, chamado AGC "automatic gain control", ou controle automático de ganho.

Este circuito, que é embutido na cabeça de leitura é capaz de detectar a baixa taxa de reflexão da mídia, e aumentar a intensidade do laser de leitura. Temos então um laser bem mais forte do que o usual, para compensar a baixa reflexão da mídia, fazendo com que o laser refletido tenha uma intensidade parecida com o normal.

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