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Placas de Som 3D

Mostrar imagens no monitor qualquer placa de vídeo ISA faz, mas conforme o poder de processamento das placas foi evoluindo, não bastava mais apenas mostrar imagens no monitor, a placa deveria também ser capaz de gerar gráficos em 3 dimensões. Hoje em dia, não basta apenas gerar imagens 3D, uma boa placa tem que gerar imagens de boa qualidade e com um alto frame rate.

Se podemos ter placas de vídeo 3D, capazes de tornar mais reais as imagens dos jogos e aplicativos 3D,  por que não ter também placas de som 3D? Os sons do mundo real vêem de todos os lados, se alguém vier andando atrás de você, mesmo não vendo a pessoa você saberá que tem alguém apenas prestando atenção na direção do som.

Por que não ter este mesmo efeito nos jogos tridimensionais? O som em três dimensões realmente dá uma nova perspectiva ao jogo, tornando-o muito mais imersivo e real, parece um pouco difícil de acreditar, mas experimente ver isso em ação. Nas palavras de um gamemaníaco : “Os sons do Quake 3 e do Half Life ficam ANIMAIS...

Você ouve certinho onde os caras estão!”... “Da pra levar uma boa vantagem no Deathmatch” Assim como nas placas de vídeo 3D, os efeitos sonoros em 3D são atualmente usados apenas em jogos. Ouvindo músicas em MP3 ou um CD de música a qualidade de som continua sendo a mesma.

Modems

Nada mais lógico do que usar as linhas telefônicas, largamente disponíveis para realizar a comunicação entre computadores. Porém, usando linhas telefônicas comuns enfrentamos um pequeno problema: os computadores trabalham com sinais digitais, neles qualquer informação será armazenada e processada na forma de 0s ou 1s.

As linhas telefônicas por sua vez são analógicas, sendo adequadas para a transmissão de voz, mas não para a transmissão de dados.
Justamente para permitir a comunicação entre computadores utilizando linhas telefônicas comuns, foram criados os modems.

Modem é a contração de modulador-demodulador e se refere a um aparelho capaz de transformar sinais digitais em sinais analógicos que são transmitidos pela linha telefônica e, em seguida, novamente transformados em sinais digitais pelo modem receptor.

Os modems apresentaram uma notável evolução na última década. Os primeiros modems eram capazes de transmitir apenas 300 bits de dados por segundo, enquanto que os atuais são capazes de manter conexões com velocidades de até 56 Kbits por segundo.

Hardmodems x Softmodems

Existem dois tipos de modems, que apesar de terem a mesma função, operam de maneira ligeiramente diferente. Tradicionalmente, os modems trazem todos os componentes necessários ao seu funcionamento, restando ao processador, apenas a tarefa de dizer a ele o que fazer, estes modems “completos” são chamados de hardmodems.

Além dos modems tradicionais, você encontrará no mercado, alguns modems que operam via software, que são chamados de Winmodems ou softmodems e não possuem muitos dos componentes dos modems convencionais, destacando-se a UART, o circuito que coordena o envio e o recebimento de dados.

Para que estes modems funcionem, é obrigatória a instalação de um programa que vem no CD que acompanha o modem. Como não possuem muitos componentes, estes modems são mais baratos; já cheguei a ver um softmodem da Pctel, 56k, por US$ 20, enquanto um hardmodem de 56k da US Robotics custa no mínimo 80 ou 90 dólares.

O programa funciona como uma espécie de emulador, fazendo com que o processador execute as funções que normalmente seriam executadas pelo próprio modem, como o controle de envio/recebimento de sinais, controle de erro entre outras. Logicamente o micro ficará mais lento do que o normal enquanto o modem estiver sendo usado, já que além de suas funções normais, o processador acumulará as funções de controle do modem.

O mínimo, em termos de processador recomendado para o uso de um softmodem, segundo os fabricantes, seria um Pentium 100. Os softmodems também costumam ser mais sensíveis a linhas ruidosas ou de baixa qualidade, onde eles apresentam um desempenho bem inferior aos hardmodems.

Apenas observando o “jeitão” do modem, e vendo o número de componentes que o compõe é possível perceber facilmente se trata-se de um hardmodem ou de um softmodem, pois estes últimos são muito mais simples. Mas se mesmo assim restarem dúvidas, verifique a caixa e o manual de instruções; se por exemplo estiver escrito que é preciso um processador Pentium ou Pentium MMX, ou que o modem só funciona no Windows 98 e NT, com certeza trata-se de um Softmodem.

Outro indicativo é a necessidade de instalar algum programa para que o modem funcione. Um modem tradicional só precisa que seja instalado um arquivo .INF (um arquivo de texto com as configurações e especificações do modem) para funcionar. Um softmodem por sua vez precisará que o programa emulador seja instalado.

Como sempre, temos neste caso o velho dilema de pagar mais caro por um componente de qualidade ou pagar bem mais barato por um componente inferior. Se você está montando um micro topo de linha, provavelmente não seria um bom negócio economizar justamente no modem, por outro lado, se você está montando um micro de baixo custo, um softmodem pode ser uma maneira de cortar custos, já que como vimos a diferença pode passar dos 60 dólares.

Acesso rápido

Os modems tiveram um papel essencial no desenvolvimento e popularização da Internet, já que são aparelhos relativamente baratos que permitem a qualquer um que tenha um micro e uma linha telefônica acessar a rede pagando apenas uma ligação local. Se não fossem eles a Internet jamais teria se tornado popular como é hoje. Porém, atualmente vemos que os modems já deram o que tinham que dar.

Os modems são lentos comparados com outras formas de acesso, e não permitem que se fique conectado muito tempo, devido ao preço das chamadas telefônicas e ao fato da linha ficar ocupada. Somados os impostos, uma hora conectado em horário comercial custa cerca de R$ 1,70 apenas em tarifas telefônicas.

Acesse três horas por dia 5 dias por semana e aumentará em cerca de 100 reais sua conta telefônica. Claro que sempre existe a opção de acessar durante a madrugada, onde pagamos apenas um pulso por ligação, mas as olheiras começam a incomodar depois de algum tempo... :-)

Atualmente já existem basicamente 3 tecnologias de acesso rápido, que permitem ficar 24 horas conectado a 256 K em média, pagando apenas uma taxa mensal.

O meio mais popular é o acesso via ADSL, oferecido pelas próprias empresas de telefonia em várias cidades. Em São Paulo por exemplo, o acesso via ADSL é chamado de Speedy. O ADSL utiliza a própria linha telefônica, porém de forma diferente, utilizando sinais de alta freqüência. Com isto, alem de não serem pagos pulsos para acessar a Internet, a linha fica desocupada. O acesso vai de 256K a 2 Mbps, dependendo do plano.

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