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Se o usuário trabalha apenas com aplicativos mais leves, como Word, Excel, Internet e não costuma abrir mais de um aplicativo ao mesmo tempo, então 32 MB podem até ser suficientes para alguns, mas o mínimo absoluto recomendável seriam 64 MB. Se, por outro lado, são usados programas mais pesados ou se são abertos vários programas ao mesmo tempo, então o mínimo seriam 96 MB e o ideal 128 MB. 128 MB também são o ideal se o micro se destina principalmente a jogos.

Caso o micro se destine ao processamento de imagens, vídeo ou editoração, então devem ser usados pelo menos 128 MB. Dependendo do tamanho dos arquivos a serem processados, o ideal pode subir para 192 ou mesmo 256 MB. Se você está procurando um micro que seja capaz de manter-se atualizado por bastante tempo, então 256 MB de memória serão um bom investimento, mesmo que não vá precisar de tudo isso no momento.

A instalação de mais memória pode dar um novo ânimo a um micro mais antigo, principalmente se o micro possui apenas 8 ou 16 MB. Mas não exagere, pois mesmo com muita memória será difícil rodar aplicativos mais pesados devido à fragilidade do conjunto. O ideal seriam 16 ou 24 MB em micros 486 e de 32 a 64 MB em micros Pentium ou K6 de 100 a 166 MHz. Com 64 MB de memória, mesmo um Pentium 133 já conseguirá rodar o Windows ME ou 2000 com um mínimo de qualidade.

A quantidade mínima de memória para ter um bom desempenho também varia de acordo com o sistema operacional. Por exemplo, o Windows 95, assim que aberto consome 10 MB de memória. Num micro antigo, que tenha 24 MB de memória, já teríamos um desempenho aceitável, pois sobrariam 14 MB para abrir programas antes do sistema entrar em memória virtual.

O Windows 98 SE já é mais pesado, consome cerca de 22 MB de memória. Neste caso, com 24 MB de memória ficaríamos sem praticamente nenhuma memória disponível, tornando o sistema bastante lento. O ideal para rodar os programas atuais já seriam pelo menos 64 MB.

Usando o Windows 2000 Workstation, o consumo é ainda mais alto, são necessários quase 44 MB apenas para o sistema operacional. Por isso, para ter o mesmo desempenho que seria obtido com o Windows 98 + 64 MB de memória, seriam necessários 96 MB. 

Processador

Nem sempre a instalação de um processador mais moderno torna o micro mais rápido. Muitas vezes, aumentar a quantidade de memória ou trocar o disco rígido faz mais efeito. Como sempre, depende da aplicação.

Caso o micro se destine principalmente a jogos, então vale à pena investir em um processador topo de linha, como um Pentium III ou um AMD Athlon, porém apenas depois de comprar uma boa placa de vídeo 3D. Caso o micro de destine ao processamento de imagens ou editoração, um processador topo de linha irá ajudar, mas apenas se o micro possuir bastante memória RAM.

Se o dinheiro estiver curto, é preferível comprar um processador médio, como um Celeron ou Duron e investir em mais memória. Evite comprar processadores K6-2, pois além de ultrapassados, você não poderá aproveitar a placa mãe num futuro upgrade.

Finalmente, caso o micro se destine a aplicações leves, então o ideal será adquirir um processador o mais simples possível e investir a economia em um pouco mais de memória, um disco rígido melhor, ou numa placa mãe de melhor qualidade.

Disco Rígido

O desempenho do disco rígido determina a velocidade em que serão abertos programas e arquivos. Um disco rígido rápido, também ajuda um pouco caso o micro tenha pouca memória RAM. Mesmo com um processador parrudo e muita memória, tudo ficará lento caso o disco rígido não acompanhe.

Quase sempre, os discos rígidos de maior capacidade são mais rápidos, mas como sempre existem exceções. Procure saber o tempo de acesso, a velocidade de rotação e a densidade do disco. O tempo de acesso do disco varia geralmente entre 8 e 12 milessegundos, dependendo do HD. O tempo de acesso determina quanto tempo a cabeça de leitura demorará para achar o dado a ser lido. Um valor mais baixo corresponde a um melhor desempenho.

A velocidade de rotação é medida em RPMs, ou rotações por minuto. Quanto mais rápido o disco girar, mais rápido um dado será encontrado. A densidade, ou quantos dados caberão em cada disco também determina o desempenho, pois como os dados estarão mais próximos, serão localizados mais rapidamente.

Você saberá a densidade dividindo a capacidade total do disco rígido pela quantidade de faces de disco que ele possui. Um disco de 8.4 GB, com 4 faces de disco, por exemplo, possui densidade de 2.1 GB por face. Quanto maior a densidade melhor.

Placa de Vídeo

As placas de vídeo mais antigas, são chamadas de placas 2D por que se limitam a mostrar imagens no monitor. As placas 3D por sua vez, bem mais modernas ajudam o processador a criar as imagens tridimensionais usadas em jogos e em alguns aplicativos.

Caso o micro se destine a jogos, ou processamento de imagens 3D (usando o 3D Studio por exemplo), é indispensável o uso de uma placa de vídeo 3D, caso contrário o micro simplesmente não será capaz de rodar o aplicativo ou ficará extremamente lento.

Se, por outro lado, forem ser usados apenas aplicativos de escritório ou forem ser processadas imagens em 2D, então uma placa de vídeo 3D não será necessária. É muito comum encontrar à venda placas mãe que já vem com vídeo onboard. Em geral o vídeo onboard possui alguns recursos 3D, suficientes para rodar alguns jogos 3D mais simples, mas com um desempenho muito longe de uma placa 3D média.

Você poderá usar o vídeo onboard caso o micro de destine basicamente a aplicativos de escritório, Internet, etc. ou até mesmo para um ou outro jogo ocasional, desde que você não se importe com, a pobreza das imagens. Mas, caso você faça questão de jogar seus jogos com qualidade, então o ideal seria usar uma placa 3D de verdade.

Surge então outro problema: as placas com vídeo onboard geralmente não trazem slot AGP, e atualmente é bem complicado encontrar uma boa placa de vídeo 3D que venha em versão PCI. Ou seja, se você pretende usar uma placa 3D, o melhor é procurar uma placa mãe sem vídeo onboard, que venha com um slot AGP.

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