|
PCI (Peripheral Component Interconnect)
Criado pela Intel, o PCI é tão rápido quanto o VLB, porém mais barato e muito mais versátil. Outra vantagem é que ao contrário do VLB, ele não é controlado pelo processador, e sim por uma controladora dedicada, incluída no chipset. Além de diminuir a utilização do processador, isto permite que o PCI seja utilizado em conjunto com qualquer processador, sem grandes modificações.
Além do custo e da velocidade, o PCI possui outras vantagens, como o suporte nativo ao Plug-and-Play; sendo novos periféricos instalados em slots PCI automaticamente reconhecidos e configurados através do trabalho conjunto do BIOS e de um sistema operacional com suporte a PnP, como o Windows 95/98.
Atualmente, placas de vídeo e controladoras de disco usam quase que obrigatoriamente o barramento PCI. Componentes mais lentos, como placas de som e modems em sua maioria ainda utilizam barramento ISA, apesar de cada vez mais encontrarmos estes componentes em versões PCI.
Slots PCI (brancos) ao lado de um Slot AGP
AGP (Acelerated Graphics Port)
O AGP é um novo barramento feito sob medida para as placas de vídeo mais modernas. Ele opera ao dobro da velocidade do PCI, ou seja, 66 MHz, permitindo uma transferência de dados a 266 MB/s, o dobro do PCI.
Além da velocidade, o AGP permite que uma placa de vídeo possa acessar diretamente a memória RAM.
Este é um recurso muito utilizado em placas 3D, onde a placa usa a memória RAM para armazenar as texturas que são aplicadas sobre os polígonos que compõem a imagem tridimensional. Apesar de, usando-se o barramento PCI, também ser possível utilizar a memória para armazenar as texturas, neste caso os dados teriam que passar pelo processador, degradando o desempenho geral da máquina. Originalmente o AGP foi concebido para equipar placas para Pentium II, porém, muitos fabricantes passaram a usá-lo também em placas soquete 7.
É importante não confundirmos barramento com slot. Por exemplo: numa placa mãe, geralmente temos 4 ou 5 slots PCI. Todos estes slots porém compartilham o mesmo barramento de 133 MB/s. O barramento é a estrada que permite a comunicação com o processador, que é compartilhada por todos os periféricos conectados a este barramento. Os slots são apenas meios de conexão.
Os 16 MB/s do barramento ISA, por exemplo, são compartilhados por todos os periféricos conectados em slots ISA, pelas portas seriais e paralelas e pela controladora de disquetes. O barramento PCI é compartilhado por todos os periféricos PCI, pelas portas IDE (onde são conectados os discos rígidos) e também por controladoras SCSI que por ventura estejam conectadas em Slots PCI.
O barramento AGP porém, é utilizado apenas pela placa de vídeo, o que no caso de placas rápidas como as placas 3D, acaba fazendo diferença. Caso tenhamos vários HDs numa mesma máquina equipada com uma placa de vídeo rápida, os 133 MB/s do PCI acabam sendo insuficientes, prejudicando a performance dos periféricos conectados à ele. Neste caso, o uso de uma placa de vídeo AGP é fortemente recomendado.
Apesar do AGP também poder ser utilizado por placas de vídeo 2D, seu uso não traz nenhuma vantagem, pois estas placas não usam a memória RAM para armazenar texturas, e não são rápidas o suficiente para tirar proveito da maior velocidade do AGP. Assim, uma placa de vídeo 2D AGP possuirá rigorosamente a mesma velocidade que sua versão PCI.
Existem vários padrões de slot AGP, que diferenciam-se pela velocidade. O AGP 1x transmite a 266 MB/s, o AGP 2x transmite a 533 MB/s enquanto o AGP 4x atinge incríveis 1.066 GB/s
Lembre-se que esta é a velocidade máxima permitida pelo slot e não a velocidade que será atingida pela placa de vídeo. Não adianta colocar uma placa ultrapassada num slot AGP 4x, pois ele continuará lenta do mesmo jeito. Os padrões mais rápidos servem apenas para possibilitar o lançamento de placas cada vez mais rápidas.
AGP Pro
Além dos slots AGP tradicionais, temos um padrão novo, o AGP Pro. O AGP Pro é na verdade um slot AGP 4x com 48 contatos a mais, 20 de um lado e mais 28 do outro. Estes contatos adicionais são usados para aumentar a capacidade de fornecimento elétrico do slot.
Existem dois tipos de slots AGP Pro: o AGP Pro50 e o AGP Pro110. O nome indica a capacidade de fornecimento elétrico de ambos os padrões: o AGP Pro50 é certificado para fornecer até 50 Watts, enquanto o AGP Pro110 pode fornecer até 110 Watts. Só para efeito de comparação, um slot AGP comum é certificado para fornecer até 20 Watts de corrente. O maior fornecimento elétrico permite que sejam criadas no futuro placas 3D cada vez mais rápidas.
Os slots AGP Pro ainda não são muito comuns, mas devem tornar-se padrão dentro de pouco tempo, já que muitas placas de vídeo virão apenas neste formato e não poderão ser usadas em placas mãe com slots AGP comuns. Um slot AGP Pro suporta o uso de placas AGP comuns, mas um slot AGP comum não suporta o uso de uma placa AGP Pro.
Veja nas fotos a seguir a diferença de tamanho entre um Slot AGP tradicional e um slot AGP Pro:
AGP tradicional
AGP Pro
USB
Até pouco tempo atrás, podíamos contar apenas com as portas seriais e paralelas para a conexão de dispositivos externos, como impressoras e mouses. Mas, tendo apenas duas portas seriais e uma paralela, temos recursos de expansão bastante limitados. Além disso, a velocidade destas interfaces deixa muito a desejar.
O USB é um novo padrão para a conexão de periféricos externos. Suas principais armas são a facilidade de uso e a possibilidade de se conectar vários periféricos em uma única porta USB.
Com exceção do PCMCIA (usado em notebooks), o USB é o primeiro barramento para micros PC realmente Plug-and-Play. Podemos conectar periféricos mesmo com o micro ligado, bastando fornecer o driver do dispositivo para que tudo funcione, sem ser necessário nem mesmo reinicializar o micro. A controladora USB também é suficientemente inteligente para perceber a desconexão de um periférico.
Apesar do “boom” ainda não ter acontecido, já existem no mercado vários periféricos USB, que vão de mouses e teclados à placas de rede, passando por scanners, impressoras, Zip drives, modems, câmeras de videoferência e muitos outros.
Apesar de, a partir do i430VX (lançado em 96) todos os chipsets oferecerem suporte ao USB, e de praticamente todas as placas mãe equipadas com eles disponibilizarem duas portas USB, devido ao pouco interesse por esses periféricos, os fabricantes não costumavam fornecer os cabos de conexão, que devem ser adquiridos separadamente. A exceção fica obviamente por conta das placas ATX.
Procure na sua placa mãe uma saída com 10 pinos (duas fileiras de cinco), com a sigla USB decalcada próxima à ela. Caso você possua o manual basta examinar o diagrama da placa mãe. Cada fileira de pinos é uma saída USB, bastando conectar a ela o cabo apropriado.

1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7
|