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FC-PGA?
Em seu curso de desenvolvimento, o Pentium III acabou seguindo o mesmo caminho do Celeron, tendo seu cache L2 incorporado ao núcleo do processador. A fim de cortar custos, a Intel resolveu lançar versões do Pentium III Coppermine no mesmo formato PPGA (que usa o soquete 370) do Celeron.
Por um lado isto é bom, pois permite uma diminuição de até 15 dólares no custo final de cada processador, já que não é usada mais a placa de circuito, mas por outro é ruim, pois nos obriga a comprar um adaptador para poder encaixar um destes processadores em uma placa mãe Slot 1. No caso do Pentium III Coppermine, o novo encaixe é chamado de FC-PGA.
Existem algumas placas mãe, que possuem ambos os encaixes, permitindo encaixar qualquer um dos dois tipos de processador sem necessidade de adaptador. Naturalmente, apenas um dos encaixes poderá ser usado de cada vez.
Entendendo as variações do Pentium III
Como vimos até aqui, existem várias variações do Pentium III, quanto à voltagem, quanto à arquitetura, quanto à freqüência de barramento e quanto ao encaixe. À primeira vista, tudo parece muito confuso, mas depois de uma olhada mais demorada, você verá que é relativamente simples.
Na tabela a seguir estão marcados os recursos de cada versão do Pentium III. A sigla “E” diferencia os processadores com core Coppermine dos com Core Katmai no caso de versões do mesmo clock, como no caso das versões de 500, 550 e 600 MHz. No caso, os processadores com o “E” são os com core Coppermine.
A sigla “B” (“B” de bus, ou barramento) indica processadores com bus de 133 MHz, enquanto a combinação “EB” indica processadores que ao mesmo tempo utilizam o core Coppermine e utilizam bus de 133 MHz, como no caso da versão EB de 800 MHz. Veja que em geral estas siglas são utilizadas para diferenciar processadores do mesmo clock, não sendo usadas no caso dos processadores de 667 e 733 MHz por exemplo, já que todos utilizam bus de 133 e core Coppermine.
AMD Athlon
Com o lançamento do Athlon, ou K7, como alguns preferem chamar, a AMD mostrou que tem força para competir não apenas no mercado de processadores de baixo custo, como na época do K6-2, mas disputar também no ramo de chips de auto desempenho.
O Athlon é um projeto completamente remodelo, está para o K6-2, seu antecessor, assim como os Pentiums II e III estão para o Pentium antigo. Do ponto de vista do desempenho, a principal vantagem do Athlon sobre seu antecessor é o coprocessador aritmético, que foi bastante aperfeiçoado.
Para se ter uma idéia, enquanto o coprocessador aritmético do K6-2 é capaz de processar apenas uma instrução por ciclo, o coprocessador do Athlon processa até 3 instruções. Claro que na prática o desempenho não chega a triplicar, pois existem vários outros fatores, como a latência, número de estágios de pipeline, etc., mas serve para ilustrar o avanço.
Mesmo comparado com o Pentium III, o Athlon leva vantagem neste quesito, pois o Pentium III é capaz de processar apenas 2 instruções por ciclo. Isso explica o bom desempenho do Athlon em alguns aplicativos, como por exemplo o 3D Studio.
Porém, como compensação, o Pentium III tem as instruções SSE, que são bem mais poderosas que as instruções 3D-Now! do Athlon. Isto assegura que nos aplicativos otimizados o Pentium III possa superar o Athlon em desempenho, como acontece por exemplo no jogo Quake 3.
Na média os dois processadores ficam mais ou menos no mesmo nível, cada um levando vantagem em algumas áreas. A vantagem do Athlon é o fato de ser mais barato que um Pentium III da mesma frequência e estar disponível em clocks maiores
Versões
Assim como o Pentium III existe em duas arquiteturas diferentes, Katmai e Coppermine como vimos anteriormente, o Athlon também pode ser encontrado em duas versões.
A primeiras versões do Athlon vinham com 512 KB de cache externo, operando à 1/2, 2/5 ou 1/3 da frequência do processador, dependendo da versão. Estes processadores foram produzidos apenas no formato slot A (em forma de cartucho), que apesar de incompatível, é bem parecido com o Slot 1 usado pelos processadores Intel, como pode ser visto na foto abaixo:
Athlon Slot A
Depois de algum tempo, a AMD acabou seguindo os mesmos passos que a Intel, e incorporando o cache L2 ao próprio núcleo do processador. Nasceu então o Athlon Thunderbird que é a versão atual.
O novo Athlon traz 256 KB de cache L2 integrados ao núcleo do processador, operando à mesma frequência deste, contra os 512 KB operando à 1/2, 2/5 ou 1/3 da frequência encontrados nos modelos antigos.
Apesar de vir em menor quantidade, o cache do Athlon Thunderbird oferece um grande ganho de performance, pois opera à mesma frequência do processador. Num Athlon Thunderbird de 900 MHz, o cache L2 também opera a 900 MHz.
Mas existe um pequeno problema, o novo Athlon utiliza um novo encaixe, chamado de “Soquete A”, um formato parecido com o soquete 370 usado pelos processadores Intel. Infelizmente, ao contrário do que temos nos processadores Intel, não existe nenhum adaptador que permita encaixar os novos Athlons, em formato soquete nas placas mãe Slot A antigas.
Fica então a recomendação de ao comprar um placa mãe para o Athlon comprar um modelo soquete A, que oferecerá a possibilidade de atualizar o processador posteriormente, o que não seria possível numa placa slot A, que já estão obsoletas.
Para diferenciar o Athlon Thunderbird dos modelos antigos, basta checar seu formato. O novo Athlon usa o formato soquete A, enquanto os modelos antigos utilizam o formato Slot A. A AMD chegou a produzir algumas séries do Thunderbird no formato Slot A, mas foram poucos, destinados principalmente à micros de grife, por isso, não espere encontrá-los à venda facilmente.
Athlon Thunderbird (Soquete A)
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